Destaques

Notícias

 
CRF-PE SOLICITA RETIFICAÇÃO DE SELEÇÃO PÚBLICO AO GOVERNO DE PERNAMBUCO

Nesta terça-feira (2), o Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco(CRF-PE) encaminhou o Ofício Nº. 0155/2020 ao Governo do Estado, solicitando alteração de Edital divulgado no último dia 29 de maio por maio da Portaria Conjunta SAD/SES Nº 066, de 29 de maio de 2020.Tendo em vista a seleção que visa contratar, temporariamente, 1.657 profissionais de saúde, dentre eles; 67 (sessenta e sete) vagas para biomédicos plantonista, O CRF-PE solicitou a retificação da Portaria Conjunta SAD/SES Nº 066, de 29 de maio de 2020.O posicionamento de deu devido às vagas destinadas apenas a Biomédico e Biólogo plantonista, uma vez que o Farmacêutico ou Farmacêutico Bioquímico, com a devida competência técnica e conhecimento científico comprovados, podem concorrer às vagas para Biomédico plantonista, descritas na aludida Portaria, visto que a formação Farmacêutica, cuja área de atuação é idêntica, abarca todas as atribuições/funções a serem exercidas pelo Biomédico e Bacharel em ciências biológicas, modalidade biomédica, nesta seleção pública simplificada.O ofício pode ser conferido na íntegra, clique aqui.

Seleção Simplificada

Estão abertas as inscrições para a seleção pública simplificada divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Ao todo estão sendo ofertadas 1.657 vagas que tem como objetivo qualificar e ampliar o número de profissionais na rede de saúde neste momento da pandemia do novo coronavírus. As inscrições podem ser realizadas até a próxima quinta-feira (4), através do link http://ead.saude.pe.gov.br/mod/page/view.php?id=12613.As vagas serão para médicos intensivistas adulto e pediátrico, pediatras e tocoginecologistas, assistentes sociais, biomédicos, farmacêuticos/bioquímicos, fisioterapeutas respiratórios e de terapia intensiva, nutricionistas e enfermeiros assistenciais, obstetras, reguladores e uteístas. Entre os assistentes em saúde (nível médio), técnicos de enfermagem, laboratório, radiologia e farmácia. Os profissionais irão atuar em serviços espalhados por várias regiões do estadoA seleção simplificada será feita por meio de análise curricular, de caráter classificatório e eliminatório. O resultado preliminar sairá em 8 de junho e os recursos poderão ser interpostos até as 23h59 do dia 9 de junho. O resultado final sairá em 11 de junho. A contratação terá validade de 6 meses, podendo ser prorrogada por até 2 anos.O edital completo pode ser conferido no arquivo em PDF, clique aqui.

 
Pesquisa SBRAFH

A Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde(SBRAFH) lançou, recentemente, um questionário que tem com objetivo de realizar um levantamento sobre o abastecimento de medicamentos e produtos para a saúde, durante a pandemia da Covid-19.A iniciativa surgiu a partir da preocupação com o impacto que o desabastecimento pode provocar nos hospitais e demais serviços de saúde, identificando melhor o cenário atual. A pesquisa pode ser realizada até o dia 4 de junho de 2020, através do link - https://bit.ly/3bQnrVx.

EBSERH lança edital para profissionais de saúde

Nesta terça-feira (26), o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) tornou pública a realização de Processo Seletivo Emergencial Nacional de profissionais para a complementação da força de trabalho nos Hospitais Universitários Federais da Rede Ebserh, visando o atendimento à população no combate à pandemia do Coronavírus (COVID-19).A seleção visa o preenchimento de vagas temporárias criadas transitória e especificamente para a atuação durante a pandemia do Coronavírus (COVID-19), não podendo ser utilizada para provimento de vagas efetivas, constantes no quadro de pessoal da Ebserh, e não guardando relação com as contratações temporárias descritas nos Concursos Públicos nºs 01/2019 e 02/2019, que se referem a reposições temporárias de vagas efetivas, em casos de afastamentos ou licenças de empregados efetivos.O Processo Seletivo Emergencial Nacional tem por objetivo a formação de cadastro de profissionais de nível superior e técnico para triagem e atendimento direto ou indireto aos pacientes confirmados ou suspeitos de Coronavírus (COVID-19), mediante contratação temporária pelo período inicial de 06 (seis) meses, podendo ser prorrogado pelo prazo necessário, tendo como prazo máximo 02 (dois) anos.Os candidatos aprovados serão convocados, com o surgimento de vagas, por ordem de classificação e de acordo com os termos definidos neste Edital. O edital completo pode ser acessado através do arquivo em PDF, clique aqui.

 
Carta Aberta do CFF

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) é um órgão criado pela Lei no 3.820/1960, cuja atribuição precípua é a de zelar pela fiel observância dos princípios da ética e da disciplina da classe farmacêutica no Brasil, como forma de proteger a sociedade brasileira de práticas impróprias e danosas.Ciente de sua responsabilidade social, a qual inclui o compromisso com a promoção do Uso Racional de Medicamentos, o CFF manifesta sua preocupação com relação aos rumos tomados nas discussões relativas ao enfrentamento da Covid-19 no Brasil.Em 20 de maio de 2020, o Ministério da Saúde publicou o documento orientador “Orientações do Ministério da Saúde para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19”, no qual é expandido o acesso dos pacientes com tal diagnóstico a tratamentos farmacológicos, no âmbito do SUS. De acordo com a nova orientação, é facultado ao médico prescrever medicamentos como cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com sinais e sintomas leves e moderados da doença, mediante o preenchimento de termo de consentimento e ciência, ou seja, é autorizado o uso off label - não constante na bula dos medicamentos aprovados pela Anvisa - desses medicamentos.Constitui fato que os antimaláricos cloroquina e hidroxicloroquina têm sido utilizados na clínica médica, de forma isolada ou em associação à azitromicina, como alternativa no tratamento da doença provocada pelo novo coronavírus. Tal prática baseia-se, principalmente, nas propriedades farmacológicas desses medicamentos, não obstante carecerem de evidências mais robustas e conclusivas sobre a sua eficácia e segurança.Contudo, é importante que se ressalte o risco da incidência de eventos adversos relevantes, entre os quais aqueles associados à sua toxicidade cardíaca, a qual apresenta o potencial de provocar um tipo de arritmia que, em determinadas circunstâncias, pode resultar em taquicardia ou fibrilação ventricular, levando à morte dos pacientes.Na esteira das discussões sobre o uso desses medicamentos, várias entidades científicas nacionais e internacionais têm manifestado preocupação com o tema. A prestigiada revista científica The Lancet, divulgou, no último dia 22 de maio, o maior estudo observacional publicado até o momento sobre os efeitos da hidroxicloroquina ou da cloroquina, associada ou não com a azitromicina, em pacientes hospitalizados com diagnóstico da Covid-19.Esse estudo não demonstrou o alegado benefício daqueles medicamentos, tanto no uso isolado ou em associação com o referido macrolídeo. Por outro lado, foram observados a diminuição da sobrevida hospitalar e o aumento da frequência de arritmias ventriculares.Destaque-se que esses resultados levaram, inclusive, ao posicionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) que anunciou, no dia 25 de maio, a interrupção do uso desses medicamentos em testes para o tratamento da Covid-19, até que sejam revisados os dados de eficácia e segurança.Diante disso, o CFF ressalta a grande responsabilidade que repousa sobre os ombros dos farmacêuticos no acolhimento dos pacientes, bem como no ato da dispensação, de modo a garantir a melhor orientação possível sobre os riscos e cuidados no uso desses medicamentos, seja na sua indicação aprovada para o tratamento de pacientes com malária, atrite reumatóide ou lúpus eritematoso sistêmico, ou na excepcionalidade do uso off label, com especial atenção nas prescrições para o tratamento da Covid-19, enfatizando junto ao paciente todas as precauções necessárias, bem como buscando identificar as situações de risco que inspirem os cuidado adequados, observados a legislação sanitária e o Código de Ética que rege o compromisso do profissional em não causar dano e promover o máximo benefício ao paciente.O CFF informa, ainda, que, segundo o artigo 14, da Lei no 13.021/2014, “cabe ao farmacêutico, na dispensação de medicamentos, visando a garantir a eficácia e a segurança da terapêutica prescrita, observar os aspectos técnicos e legais do receituário”.Na Resolução CFF no 357/2002, que aprova o regulamento técnico das boas práticas de farmácia, o Conselho Federal de Farmácia reconhece o papel do farmacêutico na dispensação de medicamentos, atribuindo-lhe total autonomia na decisão de dispensar ou não, visando sempre a garantir a eficácia e a segurança da terapêutica prescrita.Ressalte-se, também, que o Código de Ética da profissão farmacêutica, no artigo 14, inciso XXIII, da Resolução CFF no 596/2014, estabelece que é proibido ao farmacêutico “fornecer, dispensar ou permitir que sejam dispensados, sob qualquer forma, substância, medicamento ou fármaco para uso diverso da indicação para a qual foi licenciado, salvo quando baseado em evidência ou mediante entendimento formal com o prescritor”.O CFF manifesta ciência de que o uso off label de certos medicamentos pode ser útil para o tratamento de determinados pacientes, em condições especiais de ausência de alternativas, conquanto que os benefícios se sobreponham a eventuais danos ao paciente. Todavia, reitera que o uso empírico de um medicamento, que é o caso do uso off label, não isenta o farmacêutico do respeito à técnica, ao rigor científico e às normas legais e bioéticas vigentes no Brasil.Finalmente, ao tempo em que faz um alerta à sociedade a respeito dos riscos decorrentes do uso inadequado ou mesmo indiscriminado de medicamentos em situações de calamidade sanitária, o Conselho Federal de Farmácia coloca o Sistema CFF/CRFs à disposição das autoridades de saúde para o diálogo construtivo e propositivo nas discussões que envolvam a definição de protocolos de acesso a medicamentos utilizados no enfrentamento da atual pandemia, assim como apela para que, na tomada de decisões de impacto sanitário, sejam sempre observados os princípios constitucionais do Estado brasileiro para com a proteção da vida, a promoção e a preservação da saúde da população.Conselho Federal de FarmáciaBrasília/DF - 26 de maio de 2020.

Monitoramento COVID-19

O Conselho Regional de Farmácia (CRF-PE) disponibiliza formulário para monitorar casos de profissionais que tiveram sintomas ou foram diagnosticados com a COVID-19. A iniciativa tem como objetivo auxiliar os profissionais de farmácia e técnicos de laboratório que estão na linha de frente contra a COVID-19.Além disso, a criação do monitoramento tem como propósito tentar reunir dados mais precisos dos profissionais que foram acometidos ou que tiveram algum sintoma durante esse todo esse período. Esses dados são extremamente importantes para os Conselhos criarem novas ações em parceria com os profissionais.Para participar, basta acessar o link: http://bit.ly/monitoramentoCRFPE e preencher os dados solicitados nos campos disponíveis.

 
Nota Conjunta CRF-PE e SINFARPE

Na tarde desta sexta-feira (15), o Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE), juntamente com o Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Pernambuco (SINFARPE) esclarecem à sociedade farmacêutica e ao público em geral que o Governo do Estado de Pernambuco editou o Decreto 49.024/2020, que altera a redação de alguns dispositivos do Decreto 49.017/2020 - o decreto que regulamentava, dentre outras questões, a temática do rodízio de carros.Na alteração promovida pelo Governo do Estado, foi incluído ao artigo 5º, §2º, o inciso XXI que assim dispõe:“§ 2º O rodízio de que trata este artigo não se aplica:XXI - aos veículos utilizados pelos trabalhadores de farmácias e estabelecimentos de venda de produtos médico-Hospitalares; (AC)”A alteração atende ao Ofício Presidencial 152/2020 do CRF/PE em que a esta Autarquia Federal demonstrava a preocupação e a impossibilidade jurídica de se impedir a circulação dos farmacêuticos, ao mesmo tempo em que se permitia o funcionamento das farmácias.Assim, ao contrário do que foi dito antes, os veículos dos farmacêuticos não farão parte do rodízio de carros. É o que agora diz de forma muito clara o novo Decreto Estadual 49.024/2020. No entanto, para que haja a circulação do farmacêutico ao seu trabalho, é indispensável que os empregadores privados, os empresários, os profissionais autônomos e os dirigentes e gestores de órgãos e entidades públicos firmem Declaração de Atividade ou Serviço Essencial, conforme modelos constantes dos Anexos II a V do Decreto Estadual n.º 49.017/2020, em nome próprio ou dos profissionais que realizam as atividades e prestam os serviços essenciais, cuja apresentação impressa ou em meio digital será obrigatória, juntamente com o respectivo documento de identidade e comprovante de residência, quando solicitado pelas autoridades estaduais ou municipais.Por fim, o CRF/PE e o SINFARPE congratulam o Governo do Estado de Pernambuco pela diligência em alterar o Decreto n.º 49.017/2020, viabilizando a efetiva assistência farmacêutica a sociedade, conforme definem as Leis Federais n.º 3.820/1960; 5.991/1973 e 13.021/2014.Para facilitar a todos, os modelos de declaração serão disponibilizados na bio da página do Instagram e no site do CRF/PE e também na bio do SINFARPE, bem como no Site e Facebook da Entidade Sindical.A nota na íntegra pode ser conferida no arquivo em PDF.

GOVERNO ALTERA DECRETO E EXCLUI VEÍCULOS DE FARMACÊUTICOS DE RODÍZIO

Atento sempre à valorização do profissional farmacêutico e atendendo às suas necessidades, o Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE), na última quinta-feira (14), solicitou ao estado de Pernambuco a retificação quanto ao rodízio de veículos dos profissionais de farmácia. bem como realizou ações.Nesta sexta-feira (15), o Governo do Estado de Pernambuco publicou edição do Decreto 49.024/2020, que altera a redação de alguns dispositivos do Decreto 49.017/2020 - o decreto que regulamentava, dentre outras questões, a temática do rodízio de carros.Na alteração promovida pelo Governo do Estado, foi incluído ao artigo 5º, §2º,o inciso XXI que assim dispõe:“XXI - aos veículos utilizados pelos trabalhadores de farmácias e estabelecimentos de venda de produtos médico-hospitalares; (AC)”A altercação atende ao Ofício Presidencial 152/2020 do CRF/PE em que a esta autarquia federal demonstrava a impossibilidade jurídica de se impedir a circulação dos farmacêuticos, ao mesmo tempo em que se permitia o funcionamento das farmácias.Assim, ao contrário do que foi dito antes, os farmacêuticos não precisam respeitar o rodízio de carros. É o que agora diz de forma muito clara o Decreto Estadual.No entanto, para que haja a circulação do farmacêutico ao seu trabalho, é indispensável que os empregadores privados, os empresários, os profissionais autônomos e os dirigentes e gestores de órgãos e entidades públicos firmem Declaração de Atividade ou Serviço Essencial, conforme modelos constantes dos Anexos II a V do Decreto Estadual, em nome próprio ou dos profissionais que realizam as atividades e prestam os serviços essenciais, cuja apresentação impressa ou em meio digital será obrigatória, juntamente com o respectivo documento de identidade e comprovante de residência, quando solicitado pelas autoridades estaduais ou municipais.É importante destacar, ainda, que a circulação encontra-se permitida apenas para trajeto casa - trabalho, trabalho-casa. Não há autorização para circulação com outras finalidades. Fiquemos em casa!Para facilitar a todos, os modelos de declaração serão disponibilizados no arquivo em PDF, clique aqui.

 
Valorização do Farmacêutico

Atualmente tramita no Congresso Nacional 15 (quinze) Projetos de Lei, 1 (uma) Emenda Constitucional e 2 (duas) Ideias Legislativas com objetivo de alterar a natureza jurídica, competências, alteração de valores e/ou compulsoriedade do pagamento das anuidades pagas às entidades de fiscalização do exercício profissional, incluindo às do Conselho Federal e Regionais de Farmácia – CFF/CRFs.Além destes há vários outros Projetos que buscam reduzir ou fragilizar o campo de atuação dos profissionais Farmacêuticos. O sistema CFF/CRFs, junto com outros Conselhos e Ordens, estão atentos ao andamento de todas as ações que tramitam na Câmara do Deputados e Senado Federal, atuando diuturnamente para preservar e ampliar os direitos conquistados. É uma luta árdua, desigual, agravada neste período de pandemia no qual muitos se aproveitam da situação de exceção para tirar vantagens na busca da fragilização do exercício profissional dos farmacêuticos e de outros profissionais.De início é preciso entendermos que o enfraquecimento do Sistema CFF/CRFs interessa principalmente aos que não querem a Farmácia como Estabelecimento de Saúde, a não obrigatoriedade da presença do Farmacêutico durante todo horário de funcionamento, fragilizar ainda mais as relações de trabalho, reduzir o nosso campo de trabalho. Esta ameaças fazem parte de um projeto arquitetado que foi iniciado com a fragilização econômica dos Sindicatos, ampliado com retirada dos direitos trabalhistas cujas consequências estamos sentindo e agora vem com as tentativas de enfraquecimento ou até extinção dos Conselhos e Ordens, logo precisamos refletir.Precisamos dialogar sobre a importância dos Conselhos para os Profissionais e, sobretudo, para a Sociedade, sobre suas competências, forma de financiamento, atuação, valores das anuidades, desobrigação temporária ou definitiva do pagamento parcial e/ou total, entre outros.A compreensão do momento que atravessamos exige muitas reflexões, sobretudo as consequências para o nosso exercício profissional. Os Conselhos de fato têm muito a melhorar e fazer muito mais para todos na busca incessante pela melhoria das condições para exercício profissional.Estamos trabalhando muito para que isto aconteça o mais rápido possível em Pernambuco, o esforço é muito grande frente a situação que encontramos a entidade.A Diretoria

CRF-PE SOLICITA RETIFICAÇÃO DO DECRETO ESTADUAL QUANTO AOS RODÍZIO DE VEÍCULOS

Em entrevista circulada hoje pela manhã no Bom Dia Pernambuco, o Secretário de Defesa Social, Antônio de Padua, afirmou o seguinte: “Farmacêutico, farmácia, de uma forma geral, ela tá serviço essencial. Mas o farmacêutico tem que se submeter ao rodízio, se ele utilizar o carro próprio.”Tendo em vista a importância do profissional farmacêutico e do serviço essencial das farmácias, o CRF-PE enviou nota ao Governo do Estado solicitando a retificação do rodízio para os farmacêuticos, que são profissionais da área de saúde.Com todo o respeito ao Secretário, mas a informação dada por ele é equivocada. Aliás, no limite, ela representa uma grave ilegalidade por submeter toda a população pernambucana a risco.No plano normativo, os artigos 24º Lei 3.820/60, 15º da Lei 5.591/73 e, mais recentemente, o artigo 6º da Lei 13.021/2014 determinam ser OBRIGATÓRIO E INDISPENSÁVEL a presença do profissional farmacêutico nas farmácias de qualquer natureza durante todo o horário de funcionamento. Por oportuno, transcreve-se os mencionado dispositivos legais:Art. 24. - As emprêsas e estabelecimentos que exploram serviços para os quais são necessárias atividades de profissional farmacêutico deverão provar perante os Conselhos Federal e Regionais que essas atividades são exercidas por profissional habilitado e registrado.(...)Art. 15 - A farmácia e a drogaria terão, obrigatoriamente, a assistência de técnico responsável, inscrito no Conselho Regional de Farmácia, na forma da lei.§ 1º - A presença do técnico responsável será obrigatória durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento.(...)Art. 6º Para o funcionamento das farmácias de qualquer natureza, exigem-se a autorização e o licenciamento da autoridade competente, além das seguintes condições:I - ter a presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento;Percebe-se, portanto, que, de acordo a legislação brasileira, as farmácia só podem permanecer abertas ao público, caso o profissional farmacêutico esteja presente. Não há qualquer exceção, em sentido contrário. Trata-se de uma imposição legal, voltada, sobretudo, a resguardar toda a população dos riscos à saúde existentes no uso inadequado dos medicamentos. Afinal, medicamento mata! O farmacêutico, portanto, é o único profissional habilitado a orientar e esclarecer a população sobre uso correto dos medicamentos prescritos, a fim de que a vida e a saúde sejam preservadas.Da mesma forma, a Resolução 344 da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) preceitua a necessidade de que para a dispensação de medicamentos controlados (antibióticos, psicotrópicos, dentre outros) haja a administração e o controle por parte do Farmacêutico, responsável técnico. Não há, portanto, como ocorrer a venda de medicamentos controlados, sem a presença do profissional farmacêutico.Como não bastasse todos esses fatos, no contexto provocado pela pandemia do Coronavírus, a responsabilidade da farmácia, enquanto estabelecimento de saúde, foi elevada. Como é público e notório, a ANVISA passou a autorizar a realização de testes rápidos para o diagnóstico da COVID-19. No entanto, ao autorizar que tal procedimento fosse feito, a ANVISA determinou, expressamente, que o diagnóstico fosse realizado, exclusivamente, pelo farmacêutico, uma vez que, no âmbito das farmácias, é ele o único profissional de saúde, com a habilitação técnica necessária.Assim, com todo o respeito ao Secretário, a preocupação maior do governo e toda a população é a preservação da VIDA humana, de modo que não se revela razoável privar a sociedade dos profissionais de saúde que contribuem diretamente para esse propósito.Por fim, a declaração do Secretário de Defesa Social contraria o próprio Decreto 49.017/2020 editado pelo Governo do Estado. Afinal, o disposto no artigo 5º, §2º, II, assim dispõe:§ 2º O rodízio de que trata este artigo não se aplica:(...)II - aos veículos utilizados pelos profissionais da área de saúde, segurança pública e imprensa, no exercício de suas funções;Ora, conforme já demonstrado acima, de acordo com a legislação brasileira, o farmacêutico é O profissional da área de saúde, responsável técnico pelas farmácias. Assim, sequer se faz necessária qualquer alteração no texto do decreto estadual, mas apenas que o Governo do Estado comunique e tranquilize a população, em especial os profissionais farmacêuticos, do lapso cometido pelo Secretário de Defesa Social.Estamos à disposição para qualquer esclarecimento complementar que se faça necessário.

 
Uso Racional de Medicamentos

Durante está semana do Uso Racional de Medicamentos, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e os Conselhos Regionais lançaram massivamente a campanha anual sobre o Uso Racional de Medicamentos.Tendo em vista a importância da data (5 de Maio), a mobilização foi além e se desdobrou por toda a semana nos principais veículos de comunicação do estado de Pernambuco e nas redes sociais, reforçando ainda mais a importância do profissional farmacêutico para a sociedade.Com o mote - “não entre em pânico e antes de usar qualquer medicamento, consulte o farmacêutico”, os conselheiros e membros do Grupo Técnico abordaram temáticas de extrema importância na imprensa. Entre elas, o aumento da venda de medicamentos, as consequências da Fake News e a importância do Farmacêutico durante esse momento de pandemia.O CRF-PE agradece a participação de todos os conselheiros regionais, federais, membros dos Grupos Técnicos e Colaboradores.Todo o conteúdo veiculado pela imprensa, pode ser conferido abaixo:*GLOBO RECIFE* - https://youtu.be/br4xkiO1HNY*GLOBO CARUARU | TV ASA BRANCA* - https://youtu.be/LUXATNJIGVs>*GLOBO PETROLINA | TV GRANDE RIO* - https://youtu.be/icG0wLKvNbw*BAND RECIFE | TV TRIBUNA* - https://youtu.be/V_xJipBJdgE*SBT RECIFE | TV JORNAL* - https://youtu.be/PoS858B_oBA*RÁDIO CBN* - https://youtu.be/lowagwMY9vI*RÁDIO JORNAL PETROLINA* - https://youtu.be/K_xFjClg0hk*DIÁRIO DE PERNAMBUCO*https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2020/05/com-pandemia-pernambuco-apresenta-aumento-na-venda-de-remedios-refl.html*FOLHA DE PERNAMBUCO*https://folhape.com.br/noticias/noticias/coronavirus/2020/05/04/NWS,139280,70,1668,NOTICIAS,2190-LEVANTAMENTO-ALERTA-SOBRE-AUMENTO-VENDA-MEDICAMENTOS-RELACIONADOS-COVID.aspx

Levantamento mostra como o medo da Covid-19 impactou venda de medicamentos

Conselhos de Farmácia aproveitam o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos para alertar sobre riscos do uso inadequado e orientar que o farmacêutico seja sempre consultadoEm meio a uma das maiores pandemias da história, os conselhos de Farmácia realizam, a partir de 5 de maio, mais uma campanha sobre a importância do uso racional de medicamentos para a proteção à saúde. A data é alusiva ao tema e neste ano, em que o mundo enfrenta um inimigo poderoso e pouco conhecido, o recado simples e direto é “não entre em pânico e antes de usar qualquer medicamento, consulte o farmacêutico”. O motivo do alerta é o resultado de um estudo realizado a pedido dos conselhos, pela consultoria IQVIA, que constatou um aumento significativo nas vendas de alguns medicamentos relacionados àCovid-19 nos três primeiros meses desse ano, quando aumentaram os casos da doença, em relação ao mesmo período do ano passado. Veja os dados abaixo:

MEDICAMENTO/PRINCÍPIO ATIVOJAN A MAR/2019JAN A MAR/2020%
HIDROXICLOROQUINA SULFATO231.546388.82967,93%
IBUPROFENO15.010.19514.615.066-2,63%
PARACETAMOL11.150.45219.774.81977,35%
DIPIRONA SÓDICA30.226.25646.716.59954,56%
COLECALCIFEROL (VITAMINA D)4.440.2896.019.03835,56%
ACIDO ASCÓRBICO (VITAMINA C)9.327.01626.116.340180,01%
A vitamina C ou ácido ascórbico, que teve propalado o seu “efeito preventivo” contra o novo coronavírus em fake news, foi a campeã em comercialização. Também foi verificado um crescimento no consumo da vitamina D ou colecalciferol e da hidroxicloroquina, sulfato, à qual foi atribuída a capacidade de curar a Covid-19. Foram pesquisados, ainda, os medicamentos isentos de prescrição que podem ser indicados para amenizar os sinais/sintomas leves da Covid-19. No caso do Ibuprofeno, as vendas caíram, provavelmente porque o medicamento, por um breve período, foi relacionado ao agravamento de casos da doença. - https://bit.ly/3d41L9nOs porcentuais são uma clara demonstração da influência do medo sobre um hábito consagrado entre a população brasileira, o uso indiscriminado de medicamentos. Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do Instituto Datafolha, constatou que a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros que fizeram uso de medicamentos nos últimos seis meses anteriores ao estudo, feito em 2019. Quase metade (47%) se automedica pelo menos uma vez por mês, e um quarto (25%) o faz todo dia ou pelo menos uma vez por semana.Os conselhos de Farmácia alertam que todos os medicamentos oferecem riscos. Mesmo os isentos de prescrição podem causar danos, especialmente se forem usados sem indicação ou orientação profissional. Dependendo da dose, o paracetamol pode causar hepatite tóxica. A dipirona oferece risco de choque anafilático e agranulocitose, e o ibuprofeno é relacionado a tonturas e visão turva. Já o uso prolongado da vitamina C pode causar diarreias, cólicas, dor abdominal e dor de cabeça. E com a ingestão excessiva de vitamina D, o cálcio pode depositar-se nos rins e até causar lesões permanentes.Os riscos são mais graves em relação à hidroxicloroquina, medicamento indicado para tratar doenças como o lúpus eritematoso. Da mesma forma que a cloroquina (indicada para a malária, porém disponibilizada apenas na rede pública), a hidroxicloroquina pode causar problemas na visão, convulsões, insônia, diarreias, vômitos, alergias graves, arritmias e até parada cardíaca. O uso de hidroxicloroquina ou cloroquina em pacientes internados com teste positivo para o novo coronavírus ainda não tem evidências representativas. Portanto, se justifica apenas com supervisão e prescrição médica, atualmente, com retenção de receita.“A nossa recomendação é que os farmacêuticos continuem observando as recomendações da Anvisa e as boas práticas farmacêuticas para realizar as dispensações desses medicamentos, e que orientem os usuários, pois a desinformação é um inimigo tão poderoso quanto o novo coronavírus”, observa o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge João. Ele lembra que os farmacêuticos sempre apoiaram a saúde em pandemias e estão na linha de frente do combate nessa também. Por isso, a campanha destaca a participação histórica da categoria nesses momentos, no enfrentamento às doenças transmissíveis e na defesa da saúde púbica.História – Durante a campanha serão lembrados ícones da profissão, como o farmacêutico baiano Rodolfo Marcos Teófilo, graduado pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1875 e radicado no estado do Ceará. Sem apoio do poder público, Rodolfo Marcos Teófilo enfrentou duas epidemias de varíola, que vitimaram milhares de pessoas em Fortaleza e cidades do interior cearense, no final do século XIX e início do século XX. Em 1862, aprendeu as técnicas de produção da vacina e em 1901 passou a imunizar a população, contando com ajuda da sua esposa e de um auxiliar. Cuidou sozinho da vacinação em massa pelos bairros pobres de Fortaleza até 1903.

 
Testes rápidos Anvisa

Nesta terça-feira (28), a Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa aprovou por unanimidade a proposta de realização de testes rápidos (ensaios imunocromatográficos) de anticorpos para o novo coronavírus(Sars-CoV-2) em farmácias e drogarias..De acordo com a publicação, a medida tem caráter temporário e excepcional e visa ampliar a oferta e a rede de testagem, bem como reduzir a alta demanda em serviços públicos de saúde durante a pandemia. Alem disso é importante ressaltar que os testes não têm finalidade confirmatória, servindo apenas para auxiliar no diagnóstico da Covid-19.As portarias da ANVISA podem ser acessadas através dos arquivos em PDF.NOTA TÉCNICA ANVISA Nº 96 e NOTA TÉCNICA ANVISA Nº 97

NOTA DE PESAR

O CRF-PE lamenta o falecimento da farmacêutica Marília Rosália Lopes dos Santos e manifesta seus sentimentos aos familiares, colegas de trabalho e amigos, nesse momento de luto.